Caminhar é Preciso
Memória
O movimento família Bortolini, como tantos outros, surgiu de um sentimento forte dos laços parentais e da necessidade de fazer uma caminhada coletiva para resgatar a história dos ancestrais. A concepção inicial era a de reunir os parentes mais próximos a fim de celebrar momentos significativos existentes nas comunidades, tais como festas de bodas, casamentos, aniversários, santos das capelas e outros.
Alguns Bortolini, aproveitaram as viagens à Itália para conhecimento das famílias ainda existentes naquele país para vasculhar um passado que caíra na escuridão dos tempos. Um retorno às raízes. Outros sonhavam em tentativas de buscas das próprias raízes que pudessem desvendar o fenômeno das imigrações, embora fatos negativos de “fuga” da mãe-pátria. Na prática hoje, pode ser vista uma quase multidão de descendentes de italianos e também Bortolini, estabelecidos em muitas regiões do Brasil e em outros países.
Um pouco de história
Importante fato histórico para o Brasil foi a abertura dos portos em 1808 seguida da fundação do império em 1822. Oficialmente a imigração italiana teve início em 1836 com a fundação da Colônia Nova Itália por 180 sardos, às margens do rio Tijucas Grande, em Santa Catarina. É considerado como o primeiro núcleo agrícola italiano no Sul do Brasil. Integrantes de expedições como a de Martim Afonso de Souza, chegada em janeiro de 1531 contava alguns italianos. Outros grupos menores de italianos desembarcaram, posteriormente, em diversos pontos de território brasileiro, os quais foram se estabelecer em Pernambuco e na Bahia. Tomando como referência o período de 1884 a 1914 desembarcaram oficialmente 1.260.369 italianos fixando-se em diversas regiões, especialmente, Santa Catarina em 1836, São Paulo e Paraná em 1874, no Rio Grande do Sul, também, em 1874 – tendo como local Campo dos Bugres, hoje Caxias do Sul, Pará e Rio de Janeiro em 1875, Minas Gerais em 1888, posteriormente, em outros Estados como Goiás e Mato Grosso. Apenas um dado para ter uma idéia da população brasileira formada, atualmente, por descendentes de italianos: 16% dos cidadãos.

Os apelidos e corruptelas
Já são conhecidos os principais apelidos estabelecidos no andar dos anos – 1383-2010 e consagrados pelos descendentes Bortolini: Canello, Grecia e Marsura. São os mais antigos, pois, há um bom número de outros. A razão é simples: os apelidos marcam a maior ou menor proximidade parental. É realidade comum entre outros grupos familiais. Outro elemento a considerar são os sobrenomes derivados ou corruptelas que surgiram e, ainda surgem, como um fenômeno decorrente de grafias cartoriais, distinções parentais e formas de adaptações linguísticas e regionais. Alguns dos 25 mais conhecidos, tendo sempre como raiz Bartholomeu ou Bartolomeu e Bortolomeu: Bartolini, Bertolini, Bortolini, Bortolin...O número de derivados com base em bibliografias especializadas somam pelo menos 370 derivações. Não dá para pensar, nem buscar e definir os graus de parentesco! Alguns serão parentes dos Bortolini!
As buscas
Desde o início do movimento família Bortolini houve um apelo para que todas as famílias ou grupos, independentemente de apelidos identificados ou não, buscassem construir sua árvore genealógica por se tratar de algo importante no sentido afetivo e cultural. Diversos livros foram escritos, com base em pesquisas, num número significativo, no período de 1995 a 2009. Já são conhecidos e divulgados no site da família: www.familiabortolini.com. No entanto, a comissão coordenadora da AFB não conseguiu dar o apoio aos que, de forma pessoal levantaram os dados de suas famílias ou grupo familial. Pessoalmente e, em nome da comissão da AFB lamento pelo ocorrido que espero, para breve, seja reparado. Na verdade, é preciso recursos para publicar e disponibilidade profissional. Ocorre que até 2009 a comissão centrou seus esforços para estruturar, organizar e promover eventos.
Também, espera-se e, já está ocorrendo um esforço para seguir e levar adiante os estudos das genealogias. Veja matérias específicas no site e no Informativo nº 17 – julho 2010. Outro elemento é a questão dos recursos que, embora, empenho das comissões, os resultados são modestos. A associação esperava uma adesão de sócios comprometidos com a causa o que foi menor que a expectativa. Talvez com o tempo haja mais apoiadores e patrocinadores. Ninguém deve se preocupar e nem imaginar que a AFB está com dívidas. Os patrocinadores e sócios estão garantindo. O que se pretende é avançar um pouco mais na valorização do associado com algumas vantagens.
O formato pretendido é publicar no site textos com genealogias onde todos podem buscar informações e, assim, conhecer melhor seus ancestrais. Alguns passos já estão sendo dados através do GENI, trabalho do Edgar e Cristina e do MyHeritage, trabalho do Rudinei, Dario Danilo Júnior, conforme matéria publicada no Informativo 17/julho/2010. Outros mais estão em formatação. Aguarde!
Finalmente, em nome da Diretoria Executiva e em nome da comissão da AFB agradeço aos escritores, aos sócios, aos que buscam dados, aos patrocinadores, aos que participam ativamente nas comissões dos encontros e festas, aos que elaboram e editam os Informativos, aos que alimentam o site e a todos os que respondem positivamente aos convites da AFB significando que os laços parentais são cada vez mais ampliados, num mundo de solidariedade e valorização da herança ancestral.
Ir. Armando Bortolini – Diretoria Executiva - AFB
Referências
Dicionário das Famílias Brasileiras de Carlos Eduardo Barata e Cunha Bueno.
Em http://www.dicionariodasfamilias.com.br
Publicado em dois volumes e em CD.