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A
presente matéria se destina aos que estão dedicando seu tempo
e seus talentos à pesquisa de ancestrais e aos que se interessam
em saber algo de seus antepassados.
É muito freqüente encontrar
pessoas com duas ou mais etnias na mesma família; significa que
houve casamentos entre italianos, alemães, espanhóis, portugueses,
indígenas, africanos, franceses, japoneses e outros. O que ocorreu
e vem ocorrendo hoje é um fato e só pode ser considerado positivo.
Num país como o Brasil e o mesmo se pode dizer de toda a América
o entendimento entre todos os imigrantes é fator de integração
que possibilita o surgimento de uma sociedade mais solidária.
O nazismo, o fascismo e o comunismo levaram a humanidade a confrontos
irracionais com práticas inconcebíveis de extermínio e limpeza/purificação
de raças e ideologias. Se houvesse um melhor conhecimento da riqueza
e valores existentes em cada etnia/cultura, certamente que a historia
da humanidade seria bem diferente em todos os tempos. É um absurdo
verificar, ainda hoje, a ocorrência de guerras, revoluções e atos
terroristas. Um planeta disponibilizado ao homem para cumprir
o mandato do Criador: Crescei e multiplicai-vos, e enchei aterra,
e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobe as aves
do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a terra (Gen
1, 28).
O
DICIONÁRIO
Em 2001 foi lançado em São Paulo O DICIONÁRIO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS
- um livro sem fim. Na verdade significa famílias estrangeiras
que se estabeleceram no Brasil. O tema parece um pouco defasado,
porém, sempre é possível recuperar. Afinal há tanta informação
que se torna difícil acompanhar tudo em tempo real. É mais que
uma questão de cultura; o conhecimento sempre é proveitoso, não
importa quando e onde e nem seu entorno.
Pois então, o dicionário é uma proposta sem fim, querendo
dizer que as pesquisas vão prosseguindo e incluindo mais nomes
de grupos familiais. São dois volumes, pesando quatro quilos cada
um, com 2.721 páginas, contando as origens de 17.500 sobrenomes,
da autoria de Carlos Eduardo Barata e Cunha Bueno custando, no
lançamento R$ 300,00. As famílias contempladas são as que formaram
a nação brasileira. Estudos apontam que 16,55% da mesma é formada
por descendentes de italianos, localizados em diversas regiões:
São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e outras mais.
OS
BORTOLINI
Os Bortolini, também têm seu verbete: BORTOLINI, sobrenome
de uma família estabelecida na cidade de Jaraguá do Sul, Estado
de Santa Catarina, à qual pertence Feliciano Bortolini, que deixou
geração de seu casamento, por volta de 1910, com Ângela Stingen (Dicionário das F.B. - vol. 1, pág. 511).
Não se pode ficar decepcionado, pois os autores só publicam o
que é bem documentado. Talvez não seja o caso, porém, precisamos
buscar mais informações e passá-las adiante.
A
história é bem diferente e pode ser buscada no livro FATOS
E RETRATOS do Lino Bortolini - Curitiba, Editora Universitária
Champagnat , 2001. Apresenta dados mais consistentes e
verdadeiros; um texto com um relato que merece fé (Fatos
e Retratos págs. 123 a 126). Eis, em resumo: Feliciano
Bortolini, seu nome de batismo era Dávide Feliciano, mas
ficou conhecido apenas como Feliciano. Nasceu no dia 24
de julho de 1873, na freguesia "Pradi", paróquia de Centa
de San Nicolò, Província de Trento, Itália. Era gêmeo
de Maria Tereza. Juntamente com seus pais Antônio e Emília,
o irmão mais velho Narciso e Maria Tereza, chegou ao Brasil
em 1876 residindo, com os mesmos até 1895 em Rio dos Cedros
- SC. Feliciano comprou uma área fértil localizada na
margem direita do Rio Jaraguá. Casou com Ângela Stinghen
em 24 de abril de 1897 na cidade de Rodeio. Contando 84
anos de idade veio a falecer em 23 de agosto de 1957 e
Ângela faleceu em l965 aos 87 anos de idade. Ambos jazem
no cemitério da Barra do Rio Cerro. A prefeitura de Jaraguá
do Sul homenageou Feliciano e Ângela identificando ruas
do bairro da Barra do Rio Cerro com seus nomes. |

Capa
do livro Fatos & Retratos |

Família
de Feliciano Bortolini
AS
MIGRAÇÕES
Recordando um pouco de história, sabe-se que a abertura dos Portos
ocorrida em 1808 foi o ano que iniciou a imigração, devendo os
estrangeiros se registrarem na Intendência Geral de Polícia da
Corte. No período de 1808 até 1822 entraram no Brasil, conforme
registro, 183 italianos. Oficialmente o ano de 1836 é considerado
o princípio da imigração italiana para as regiões do Brasil. Maior
significação é o ano de 1843 quando o Imperador do Brasil Dom
Pedro II casou com a napolitana Dona Teresa Cristina, princesa
das Duas Sicílias, estabelecendo uma relação com o Rei Francisco
I e cunhado de Ferdinando II das Duas Sicílias. Alguns dados podem
ilustrar os fatos. De 1836 a 1979 as estatísticas oficiais registraram
a entrada de 1.630.963 italianos. Pelas mais variadas razões houve
famílias que retornaram à mãe-pátria. Os italianos, também migraram
para outros países pelo mundo e, de acordo com dados oficiais
italianos, registraram que cerca de 25 milhões de cidadãos de
todas as idades, deixaram o país no período compreendido entre
1860 e l975. No ano de 1870 ocorreu a Unidade Italiana precedida
de guerras e lutas internas. Um dado importante é que oficialmente
a imigração italiana teve início em 1836 com a fundação da Colônia
Nova Itália por 180 sardos em Santa Catarina às margens do rio
Tijucas Grande. Este foi um núcleo agrícola enquanto outros imigrantes
seguiram caminhos diversos conforme terras disponibilizadas pelo
governo.
AS
CONSULTAS
Muitos sobrenomes italianos podem ser encontrados no Dicionário
das Famílias Brasileiras. Onde encontrar a obra? Telefone (11)3832.6300
- Livraria Cultura e Siciliano. Também há um site:http://www.dicionariodasfamilias.com.br.
Está disponível na Biblioteca Central da PUCRS, tanto em volume
como em CD-Rom;
Barata,
Carlos Eduardo de Almeida Dicionário das famílias brasileiras.
São Paulo: [Ed. Do Autor], 1999.
BCE
R 929.381 B226d v.1 Consulta local v.1 - 1999 04027965
BCE R 929.381 B226d v.1 Consulta Local v.1 - 1999 05289974
BCE R 929.381 B226d v.2 Consulta Local v.2 - 1999 04028017
BCE R 929.381 B226d v.2 Consulta Local v.2 -1999 05289967
BCE R 929.381 B226d t.2,pt.1 Consulta Local t.2,pt.1 - 1999 05289950
BCE R 929.381 D226d t.2,pt.2 Consulta Local t.2,pt2 - 1999 05289943
Sistema:
[000267029]
Barata,
Eduardo de Almeida Dicionário das famílias brasileiras [CD-ROM].
São Paulo : [Ed. Do Autor], 1999 d. ME 929.381 B226d
BCE
ME ME 929.381 B226d d.1 Especial - 7 d d.1 - 1999 03921816
BCE ME ME 929.381 B226d d.1 Especial -14 d d.1 - 1999 05289936
BCE ME ME 929.381 B226d d.1-2,pt.1-2 Especial - 7 d d.1-2,pt.1-2
- 1999 05289929
Sistema:
[000267054]
Os
dados acima são as indicações técnicas para os interessados. Para
consultas e/ou informações no www.pucrs.br/biblioteca;
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E-mail: bceadm@pucrs.br e jhh@pucrs.br
Telefone: 55-51-3320-3544 Ramal 4374
Fax: 55-51-3320-3548 Av. Ipiranga, 6681 - prédio 16 - 2º
andar
90619-900 Porto Alegre, RS - Brasil |
A
consulta é útil para todos os sobrenomes. Se alguém não constar
pode enviar informações aos autores do dicionário através do telefone
ou pelo site na seção Fale Conosco. Boas consultas a todos.
Ir.
Armando L. Bortolini - artolini@pucrs.br
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